Intermezzo

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Segunda-feira, Agosto 23

Eventos de comunicação

Começaram a pulular por aí emails que dão conta de congressos, cursos e encontros da área de comunicação. Tento repercutir algo por aqui: Intercom 2004 - XXVII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Tema central: "Comunicação, acontecimento e memória"), entre 30 de agosto e 3 de setembro, em Porto Alegre (RS); Regiocom 2004 - IX Colóquio Internacional de Comunicação para o Desenvolvimento Regional (Tema central: "Mídia Glocal: comunicação cidade-mundo"), entre 3 e 5 de novembro, em Araçatuba (SP); 1° Congresso Internacional Mídias: Multiplicação e Convergências (Tema central: "Discute o impacto que os meios de comunicação provocaram na metrópole contemporânea"), entre 26 e 30 de outubro, no Centro de Convenções do Senac, na capital paulista. Outra dica é o curso "Som, imagem e movimento na internet", a ser promovido pela Universidade S. Marcos no próximo dia 28 de agosto. Outras sugestões são bem-vindas.

Quinta-feira, Agosto 19

O espaço e o tempo de um post

Já estava rascunhando um pensamento sobre os assuntos que abordamos no Intermezzo (e como os abordamos) quando o amigo Paulo Rebêlo, também colaborador do blog, postou este comentário: "apesar de concordar que a discussão sobre CFJ é de interesse de todos jornalistas e profissionais envolvidos com comunicação, não sei até onde aqui no Intermezzo tem relevância, por fugir muito da proposta do blog... sei lá". (Abaixo).

Confesso que parece-me ser um pouco complicado aprofundar certas questões aqui no blog (ou em qualquer outro blog, arrisco dizer). Avançamos até um certo ponto. Depois, entretanto, parece-me que o espaço não dá mais conta de abrigar toda uma sorte de informações, correlações entre informações, análises de informações. Pelo menos não enquanto o assunto ainda está quente. Fico sempre com a impressão de que não houve tempo para decantar tudo isso no curto espaço de um post. E fica no ar essa sensação de que há muito ainda a ser dito. Ou a sensação de que não conseguimos linkar o assunto à proposta inicial do projeto. O caso CFJ é um bom exemplo.

Isso me faz lembrar de um artigo de Julio Borges, editor do Digestivo Cultural, publicado no último domingo no Estadão, e que tem, de certa forma, a ver um pouco com essa questão. (Infelizmente acesso somente para assinantes. Tenho o PDF, caso alguém se interesse). Um trechinho:

"(...) talvez seja um problema da própria Internet e dos próprios blogs. Na urgência de postar logo alguma coisa, idéias são abortadas e nunca voltam a ser retrabalhadas. Na pressa de causar impacto, as opiniões saem levianas e um ponto de vista original -- que daria um belo texto, se fosse fundamentado -- fica confinado àquele instante e àquelas palavras impensadas..."


Não acredito que estejamos neste nível de "levianismo". :) De qualquer forma, é assim mesmo: vamos aprendendo a blogar... blogando. :)

Blog em sala de aula... de novo.

É interessante como o tempo passa, o tempo voa, mas ainda é bem comum ler matérias sobre blogs como se fossem a última novidade da internet. Esta de hoje, no NYT, fala sobre o uso de blogs em salas de aula. Somente no NYT, já perdi as contas de quantas vezes li sobre blogs e internet na educação. Bom, para quem gosta de pesquisar na área, não tem nada de novo e até meio pueril, mas vale a leitura e o arquivamento.

Terça-feira, Agosto 17

CFJ: Mais pano pra manga

Lula chamando jornalistas de covardes? Acho que por essa ninguém esperava. Fica aqui o registro:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rotulou ontem, em Santo Domingo (República Dominicana), de "um bando de covardes" os jornalistas que não defendem o projeto de lei enviado pelo governo no início do mês ao Congresso que prevê a criação do CFJ (Conselho Federal de Jornalismo) e suas seções estaduais. Para ele, falta "coragem" à categoria. "Vocês são um bando de covardes mesmo, hein? Vocês não tiveram coragem de defender o Conselho Nacional de Jornalista", afirmou o presidente, ontem à noite, no saguão de entrada do hotel em que está hospedado. (FSP, 17/08/2004).
Íntegra aqui.

Segunda-feira, Agosto 16

Congresso de Jornalismo Digital na Venezuela

O primeiro "Congreso de Periodismo Digital de Venezuela" se realizará entre os dias 17 e 20 de outubro próximo em Aragua. O evento buscará discutir as tendências e o impacto no exercício da profissão. Nota publicada no portal Universia traz mais informações. (Dica do Prof. Ramón Salaverría).

Domingo, Agosto 15

Por que o Orkut deu tão certo no Brasil?

Tem muito a ver com a índole do brasileiro", diz Beth Saad, professora de Midias Digitais da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. "O brasileiro tem um espírito gregário, quer a casa cheia de amigos. No Orkut, faz a mesma coisa: convida o maior número de amigos possível." Reportagem de capa da revista Época, aqui. (Contribuição de Andre Gerhard).

Sexta-feira, Agosto 13

Ensino de Jornalismo On Line

As faculdades de Comunicação se esforçam para dar conta das mudanças que a Internet provocou no Jornalismo. Tarefa complicada. Boa parte da bibliografia ainda se baseia na época em que a Internet era mais cara, mais lenta, mais instável e mais restrita. Os livros de Jornalismo Digital relatam mais as experiências cotidianas do que reflexões. Na bibliografia que adotei na Uninove, além dos títulos específicos da Internet, utilizo também Bourdieu e Ramonet, que contribuem para o debate dos processos de comunicação. Aceito mais colaborações.

Barrados no baile

O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) negou credenciais de imprensa a jornalistas de Internet. Matéria do UOL dá conta de que o presidente do comitê, Carlos Arthur Nuzman, optou por não credenciar sites e portais com o intuito de "atender aos veículos de grande imprensa que tradicionalmente vêm cobrindo os Jogos Olímpicos".

Já tratamos aqui no Intermezzo do assunto: jornalistas que trabalham em publicações digitais não raro são vistos como "jornalistas de segunda categoria" ou "profissionas de menor nível". A pecha pesa também sobre os assessores de imprensa e infelizmente é selada não somente por organizações não-jornalísticas como pelos próprios colegas jornalistas que trabalham na "mídia tradicional". No caso dos assessores de imprensa, essa história parece que vai se arrastar ainda por muito tempo. No caso dos jornalistas de Internet, penso que essa intolerância incabível (ou ignorância ou seja lá o que for) está fadada a desaparecer. Espero. Vamos ver.

Seguem alguns trechos BEM interessantes da matéria do UOL:

"A decisão de não credenciar veículos online mostra a falta de entendimento do COB sobre a abrangência, importância e penetração da Internet na sociedade brasileira. Mostra também que o COB ignora as vantagens que a Web oferece ao público como fonte ininterrupta de informação atualizada. A convergência de mídias representada pela Internet, que tem no UOL seu maior expoente no Brasil, não esbarra nas limitações de mídias convencionais, como a falta de espaço para informações, no caso da mídia impressa, ou horário e tempo de veiculação dos programas, caso das emissoras de rádio e televisão.
(...)

Mas a reedição da situação vivida há quatro anos e a falta de garantias de que os problemas não se repetirão em Pequim, sede das Olimpíadas de 2008, apenas confirmam os problemas de discernimento do COB quanto à necessidade de atender o quanto antes o grande público que busca na Internet brasileira informações sobre o maior evento poliesportivo do planeta.

O UOL Esporte é o site de esportes de maior audiência da Internet brasileira. Segundo o último relatório divulgado pelo Ibope, em junho deste ano, o site soma 1,344 milhão de visitantes únicos apenas acessando por computadores de casa. Esse número, portanto, não inclui as milhões de pessoas que acessam a Web de escritórios, escolas, universidades e outros locais públicos.

O relatório do Ibope de junho aponta que há, na Internet, mais de 10,279 milhões de visitantes únicos ativos nos lares brasileiros. Desses, 6,804 milhões visitaram o UOL naquele mês. A cada 10 pessoas que acessam a Internet a partir de casa no Brasil, pelo menos seis visitam o UOL regularmente.

A audiência do UOL Esporte representa 13,31% das pessoas que acessaram a Internet brasileira em junho, alcance maior que o atingido pelas edições de vários jornais brasileiros que, mesmo fundados após o UOL, são considerados pelo COB veículos "tradicionais" e, por isso, cativos no credenciamento.

São os casos dos diários "Lance!", lançado em outubro de 1997 (o UOL foi fundado em abril de 1996), e do "Extra", publicação "popular" das Organizações Globo no Rio de Janeiro. A tiragem média das edições do "Lance!" feitas no Rio e em São Paulo é de 85 mil exemplares. Já o "Extra" teve em maio deste ano, segundo o IVC (Instituto Verificador de Circulação), uma tiragem média de 250.035 exemplares.
(...)

Quinta-feira, Agosto 12

Cobertura online das Olimpíadas

Mensagem do jornalista esportivo Alexandre Mortari Berti no Intermezzo-lista dá conta de que os portais UOL (foto) e Terra já criaram seus blogs e fotologs jornalísticos sobre os Jogos Olímpicos. Até onde entendi, as páginas são mantidas por jornalistas, atletas e até mesmo voluntários que estão na Grécia. Seguem os links: Blogos Olímpicos (UOL) e Fotolog de Atletas (Terra) . Obrigada, Alê, vamos acompanhar. E sem querer puxar a sardinha para a minha brasa, mas já puxando, indico o artigo "Interatividade: um jeito gostoso de participar dos jogos olímpicos", escrito por Sonia Bertocchi e publicado no portal EducaRede. (Sim! Sonia é a minha mãe linda, sou a fanzoca no. 1! :)

Sob novo layout

Se não estou muito enganada, essa é a terceira mudança de "cara" do Intermezzo. Penso que o blog já tenha passado por uma fase mais minimalista, depois mais poluída. Permaneceram, desde então, entretanto, esses tons alaranjados. Mea culpa. :) Bem, estamos em fase de testes, sugestões são bem-vindas.

Segunda-feira, Agosto 9

O Conselho Federal de Jornalismo

Em entrevista a Folha de S. Paulo, Bill Kovach disse ser “assustador” o fato de o governo Lula querer criar o Conselho Federal de Jornalismo no Brasil. Afirmou que "se o governo decide o que é uma ‘conduta adequada’, você não pode ser independente”. “Suponha que o partido no poder esteja incomodado. Essa legislação permite que possam punir jornalistas", disse. Mais:

# Entidades dos EUA condenam conselho de jornalismo no país
(FSP,08/08)
#
Profissão não pode ter nenhuma forma de pressão, diz promotor
(FSP,08/08)
#
Lula envia projeto do Conselho Federal de Jornalismo
(Estadão, 06/08)
#
Conselho Federal de Jornalismo é uma conquista da sociedade
(Fenaj, 06/08)
#
Íntegra do Projeto de Lei que cria o CFJ e os Conselhos Regionais de Jornalismo.


Quinta-feira, Agosto 5

Saramago e o Jornalismo

Em entrevista à Agência EFE, o escritor português José Saramago disse que "nenhum trabalho é imparcial e não se pode falar da independência do jornalista". Seguem outras aspas do escritor:
"Acreditar que 'um fato é um fato' e que com isto se fecha a porta, que a subjetividade está excluída, é um erro, porque se a linguagem é um exemplo de subjetividade e só com a linguagem se pode explicar um fato, isto já é subjetivo"

"A informação é subjetiva em sua origem, na transmissão e na recepção. A mesma mensagem terá tantos significados quantos forem seus receptores".

"Que direito tem um senhor ou uma senhora de acreditar que por escrever uma coluna temos que acreditar que o que diz é verdade?".

"Nenhum jornal rejeitaria a publicidade, por isso é evidente que os jornais servem para vender clientes aos anunciantes, sejam os anúncios grandes ou pequenos."

"Situado entre o chefe e o patrão, o jornalista passa a melhor parte de sua vida tentando saber se está oferecendo a informação que o "Guia" quer. O jornalista é como um camaleão que tem que disfarçar o que pensa pela cor do meio onde trabalha. De fato ele gostaria de não ter opinião nenhuma, que seria menos doloroso que ter que mudar suas idéias pelas dos outros".

Saramago disse ainda que a imagem de alguém lendo em uma biblioteca um livro, repassando as palavras, sentindo nos dedos o trabalho do editor, pode se transformar em uma utopia para passar ao pesadelo de alguém sentado sozinho em frente a um computador recebendo toda a informação do planeta. "Isso", disse Saramago, "é a realidade virtual".

Off Topic - II Universidade e Democracia

Há dias escrevi que a greve da USP havia sido uma experiência violenta. Pois bem. Alfredo Bosi (professor do Departamento de Letras Clássicas da FFLCH/USP), Hernan Chaimovich (diretor do Instituto de Química da USP) e João Steiner (professor do Departamento de Astronomia do IAG/USP) destrincham o assunto na seção Tendências e Debates da Folha de S. Paulo desta quinta-feira . Alguns excertos:
"A greve nas universidades públicas paulistas neste ano se caracterizou pela pouca participação de docentes, alunos e funcionários e pelo uso, mais uma vez, da violência por parte de grupos pouco representativos -felizmente- de funcionários e estudantes. A violência se expressou com mais clareza nos piquetes autoritários que impediram o ingresso das pessoas na reitoria, no edifício da antiga reitoria e na prefeitura do campus da USP em São Paulo, num claro desrespeito a princípios elementares e universalmente aceitos da democracia. "

"Como é possível que, na universidade, onde a reflexão racional e o diálogo devem imperar, uma "racionalidade" baseada no confronto e na violência seja utilizada como instrumento de pressão numa negociação salarial? Se isso não pode ser aceito em nenhuma esfera da vida social, menos ainda o pode ser na universidade, cuja missão precípua é formar cidadãos com competências específicas e que no futuro desempenharão papel de relevância e liderança na sociedade, com todas as responsabilidades éticas e sociais que tais posições exigem. Devemo-nos perguntar que cidadãos formaremos se deixarmos que nossos alunos considerem esse tipo de atuação e negociação "normal".

"Agora, quando grevistas e não-grevistas sentem o alívio do fim do "movimento" e busca-se retomar as atividades interrompidas ou superar o que foi irremediavelmente perdido, devemos compreender que, depois de uma greve de 60 dias numa universidade pública como a USP, não existem vencedores, apenas vencidos."

Regulamentação da profissão de jornalista

O presidente Luís Inácio Lula da Silva assinou, na tarde ontem, quarta, a mensagem que encaminha ao Congresso Nacional o projeto de lei que cria os Conselhos Federal e Regionais de Jornalismo. O projeto está publicado no Diário Oficial desta quinta. No primeiro de seus 19 artigos ele define que o CFJ e os CRJs "têm como atribuição orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de jornalista e da atividade de jornalismo, zelar pela fiel observância dos princípios de ética e disciplina da classe em todo o território nacional, bem assim pugnar pelo direito à livre informação plural e pelo aperfeiçoamento do jornalismo". O anúncio da assinatura e do envio da mensagem foi feito pelo Secretário de Imprensa da Presidência da República, Ricardo Kotscho, durante a abertura do 31º Congresso Nacional dos Jornalistas, promovido em João Pessoa pela Fenaj em parceria com o Sindicato dos Jornalistas da Paraíba. (As informações são do Boletim Eletrônico da Fenaj).

Terça-feira, Agosto 3

INTERNET X ELEIÇÕES

Artigo de Antonio Brasil, no Comunique-se: "A Internet pode decidir as eleições americanas". Um excerto:

Jornalismo digital é jornalismo nanico

Telefones celulares com câmeras digitais sofisticadas transmitem tudo a vivo e a cores por um custo baixíssimo. Esses jornalistas não tem necessariamente que priorizar o tempo e a competição. Eles reinventam um jornalismo “sensual”, quase “solitário”, com público cativo. Um novo jornalismo mais “ecológico”, nanico, voltado para um público com interesses específicos nos grandes eventos. Um público cansado de ambições gigantescas, promessas não cumpridas e muitas decepções com os grandes veículos de informação. Os jornalistas blogueiros se tornam uma alternativa digital às grandes generalizações, ideologias e pouquíssimas informações. Sinal de “novos tempos” onde o individuo não aceita mais ser tratado como mero consumidor de notícias, “massa” a ser manipulada ou índice de audiência a ser aferido. Mas para quem prefere viver no passado e insiste nos velhos modelos e soluções, é bom lembrar que uma coisa, não substitui a outra. A grande mídia pode até sobreviver. Mas deixa de ser única e hegemônica. Criam-se alternativas para quem não está satisfeito.

Segunda-feira, Agosto 2

PRINCÍPIOS DE TRANSPARÊNCIA

Os princípios de transparência jornalística foram lembrados na mais recente coluna do ombudsman da Folha, Marcelo Beraba; reproduzo aqui porque valem também, obviamente, para o material jornalístico divulgado via web.

1 - Material noticioso deve ser publicado como resultado de decisões jornalísticas tomadas por editores e repórteres, e não como resultado de qualquer pagamento, em dinheiro, serviços, produtos ou outras formas de favorecimento.

2 - Material publicado sob pagamento deve ser claramente identificado como publicidade, patrocínio ou promoção.

3 - Nenhum jornalista ou representante de mídia deve jamais sugerir que material jornalístico seja publicado por outro motivo que não seus méritos noticiosos.

4 - Quando amostras ou empréstimos de produtos ou serviços forem necessários para que um jornalista profira opinião objetiva, o tempo de uso deve ser definido com antecedência, e os produtos emprestados devem ser devolvidos posteriormente.

5 - A mídia deve instituir normas escritas quanto à recepção de presentes ou produtos e serviços oferecidos com descontos, e os jornalistas devem ser instruídos a assinar cópias dessas normas.

(Princípios divulgados pela Transparência Brasil).


OS CAMINHOS CRUZADOS DO JORNALISMO

O Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP) preparou três momentos jornalísticos para este Agosto: 1. um salão temático – o "ArteJornalismo" -- onde serão expostas obras de arte produzidas por três docentes fundadores do Curso de Jornalismo da ECA-USP (Thomaz Farkas, Antonio Costela e Hélcio Deslandes); 2. uma exposição virtual -- "Jornalismo: Caminhos Cruzados com as Artes, Ciência e Tecnologia" --, espécie de reconstrução iconográfica dos perfis intelectuais e das histórias de vida da geração pioneira do “Pensamento Jornalístico Uspiano”; e 3. um seminário acadêmico -- "Gênese do Pensamento Jornalístico Uspiano" – com palestras, depoimentos e toda uma revisitação das carreiras de Antonio Costella, Cremilda Medina, Flávio Galvão, Francisco Morel, Freitas Nobre, Gaudêncio Torquato, Gileno Marcelino, Hélcio Deslandes, Jair Borin, José Marques de Melo, Juarez Bahia, Thomaz Farkas e Walter Sampaio. O evento, intitulado "Os caminhos cruzados do jornalismo", abre no próximo dia 16.

Quinta-feira, Julho 29

UNDER CONSTRUCTION

Rosental Calmon Alves, professor da Universidade do Texas, havia me falado de sua pesquisa há tempos e eis que agora aparecem os primeiros resultados: a maior parte dos 30 jornais mais importantes dos EUA faz atualizações diárias mínimas ou simplesmente não altera nada em suas versões online na Internet. Vale a pena se inteirar desse estudo. Os detalhes estão disponíveis no OJR.

Off topic: "USP" - Para registro. Após 63 dias de paralisação, terminou hoje a greve na Universidade de São Paulo (USP). Foi uma experiência profissional das mais "violentas", em muitos sentidos.  Mas não vale a pena gastar o latim aqui com isso. Como diz o povo, a fila anda. Bola pra frente.


Quarta-feira, Julho 28

COBERTURA BLOGUEIRA

Está no Estadão: Blogs multiplicam os olhares sobre a convenção democrata. O lead: " “É oficial. Somos repórteres”, diz o blog Opinions You Should Have (“Opiniões Que Você Deveria Ter”), ao anunciar que foi credenciado, entre cerca de outros 30, para cobrir a Convenção Nacional do Partido Democrata dos EUA. “Sim, agora podemos entrevistar você e depois citá-lo dizendo qualquer coisa que quisermos”. " Dica de Sérgio Corrêa Vaz.

Segunda-feira, Julho 26

KROLL, ORKUT, ABRAJI E MUITO MAIS...

Essa já entrou para a história.  Reproduzo o texto na íntegra. Mais sobre o caso, aqui.

 
26/07/2004
Em e-mail, espião disse que o papai do céu o protegia

da Folha de S.Paulo

Em sua página na Orkut, o novo centro de discussões na internet, o ex-funcionário da Kroll preso no sábado, o português Tiago Verdial, diz gostar de Cartola, Nelson Sargento e Clara Nunes. Na quinta, antes de ser preso e no dia em que a Folha revelou que a Kroll espionava o governo, disse a colegas por e-mail, de seu apartamento na Urca, no Rio. "Já li a matéria, tô passado. E o crack luso [uma referência a ele próprio] não foi citado!!". No texto, Verdial avalia duas alternativas: seu nome seria mencionado numa próxima reportagem ou, segundo suas próprias palavras, "papai do céu tá me protegendo e nunca serei lembrado. Gostei da 2ª opção".

No final da mensagem, convoca os amigos: "Alô, Alô, moçada do Riiio, hoje é quinta-feira vamo pro samba?" Esse é o "espírito" de Verdial, contaram seus amigos à Folha: alegre e expansivo demais para a imagem que leigos no assunto associam a espiões. Funcionário da Kroll por dois anos até que deslizes seus foram descobertos pelas autoridades, o português dizia ter-se mudado atrás de "felicidade" de São Paulo --onde estudou economia na USP e administração na FGV, sem se formar-- para o Rio de Janeiro.

Uma vez no Rio, e por orientação da Kroll, aproximou-se de jornalistas para extrair deles notícias e plantar versões. Mesmo sem ser membro, virou figurinha fácil na lista de conversa virtual da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo). "Trocamos muitas ligações e e-mails. Mas Verdial não era associado", disse o jornalista Claudio Julio Tognolli, um dos diretores da associação. "Até porque data de quase três meses alerta que fiz à diretoria da Abraji, para que ele não fosse admitido como sócio.

"Verdial nunca revelou nas mensagens que era funcionário da Kroll --embora, numa ocasião, tenha distribuído dados sobre um seminário da empresa.

Outros membros da Abraji contam que Verdial postou na lista mensagens com informações pessoais do ministro Luiz Gushiken, e sobre o investidor Naji Nahas.

Mas não se limitavam à lista seus esforços para extrair informações de jornalistas. Em janeiro passado, durante a crise financeira da Parmalat, ele telefonou para duas jornalistas especializadas em economia da Folha. Usou o nome verdadeiro para se identificar, mas mentiu quanto ao empregador. Disse que representava um grande fundo credor da Parmalat. 

Domingo, Julho 25

HIBERNANDO...

Alguns colaboradores do Intermezzo me deram um alô para avisar que estão entrando em férias. Como são os mais ativos, penso que a atualização por aqui talvez fique um pouquinho menos freqüente. Também estou pensando em hibernar por uns poucos dias... Entonces, inté breve. ;)